O presente relatório trata-se do estágio curricular do 6° período do Curso de Serviço Social, realizado na instituição da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) na cidade de Mossoró - RN localizada na Rua Monsenhor Júlio Bezerra, N°. 94, Abolição II.
A Instituição APAE tem como objetivo atender o portador de necessidades especiais do nascimento a idade adulta, nos níveis de deficiências mental, múltipla, física e auditiva, através de um programa de trabalho permanente e especializado, visando à reabilitação de seus usuários como também sua inclusão social na busca de seus direitos como cidadão.
Na APAE são desenvolvidos vários projetos sociais que envolve pais e alunos da instituição, sendo eles:
- Projetos de Reciclagem.
- Projeto de Hortas Orgânicas (Mantido pela Petrobrás).
- Projeto de Inclusão Social.
- Projeto Mães Presente.
- Projeto Hidroginástica.
Além destes projetos a APAE conta com seu projeto político pedagógico tendo como sistemática de proposta a "Escola Casa da Criança."
Vivenciando essa realidade foi desenvolvida durante o estágio supervisionado o projeto de intervenção que possibilitou ao estagiário sua proposta interventiva, na instituição objeto de estudo como base fundamental na execução do projeto contamos com a participação de alunos, pais, profissionais da saúde, assitentes sociais, professores e equipe de apoio, como também, parceiros da instituição que contribuem com a mesma no exercício de suas atividades.
- Sesc;
- Mesa Brasil;
- SENAC;
- Grupo Olinda;
- Petrobrás;
- Clínica de Terapia Ocupacional;
O estágio é o contato direto com os usuários e a política de assistência social, nele constitui-se o momento de ampliação de conhecimentos com a prática profissional.
No referido estágio o objetivo do estudo foi relatar os desafios e limites do portador de necessidades especiais que muitas vezes se deparam em situações vexatórias e desestimulantes levando-os acreditar que inexiste proteção legal para o PNEs (Portadores de necessidades especiais). Nos dias atuais ainda encontramos uma grande resistência, por parte da sociedade, para aceitar e cumprir o que determina a lei. No Brasil cerca de 24,5 milhões de pessoas são portadoras de pelo menos um tipo de deficiência.
O estágio supervisionado em Serviço Social é um componente curricular obrigatório do cusro para a formação do assistente social, no período que o acadêmico tem contato direto com a prática ocupacional, pois o mesmo deve propiciar condições ao estudante e que capacite sua formação profissional.
Segundo Bianchi (2002) diz que "O estágio é um período de estudos práticos para aprendizagem, experiência e envolve ainda supervisão, revisão, correção e exame cuidadoso".
Assim o acadêmico insere-se no campo com o propósito de aprender sua profissão a realidade prática a sua ligação com a teoria, bem como o emprego dos técnicos e instrumentos comuns ao cotidiano da profissão.
De acordo com (Buriolla 2008):
"O aluno tem que entrar em contato com a realidade. No que concerne à questão formação, eu valorizo um espaço grande de contato com a realidade e um espaço grande no curso de recuperação desta realidade."
O estágio desenvolvido nos proporcionou um leque de conhecimentos na área da assistência social, no qual foi possível através da experiência no campo de estágio.
Na instituição APAE (Mossoró) foi trabalado vários termos relevantes aos desafios e limites dos portadores de necessidades especiais como foco principal do projeto.
As pessoas portadoras de deficiência, são dotadas de algum tipo de deficiência nas funções psicológicas ou anatômica que impossibilita seu desempenho nas atividades diárias, dentro do padrão considerado normal para o ser humano.
(BRASIL Decreto - Lei N°. 3298, de 20 de dezembro de 1999) Neste decreto - lei encontra-se a definição para deficiência permanente, como sendo aquela que ocorre ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos.
Vale lembrar, que de acordo com Buscaglia (2006) os deficientes são indivíduos próprios, eles não pertencem a família, aos médicos e à sociedade, ou seja, não são "Propriedades" de ninguém. Cada um é diferente um do outro e que independente do rótulo que lhe importa para a conveniência de outras pessoas, ele ainda assim é uma pessoa "ÚNICA" não existe duas crianças deficientes que sejam iguais ou dois adultos surdos que respondam da mesma forma.
Foi realizada na APAE o estágio supervisionado no 5° e 6° período do curso de serviço social onde denominamos 1° e 2° fase do estágio.
Na 1ª fase tivemos o contato direto com a instituição campo do estágio onde fomos recebidos pela assistente social supervisora de campo e apresentados aos funcionários e alunos da APAE. Deparamos-nos com a realidade da instituição, seus horários de atendiemntos, organogramas, projetos e grupos que se dedicam na construção de seus objetivos.
Concluindo essa fase, passamos para a 2ª onde tivemos o contato com os usuários, visto que o estagiário já adquiriu conhecimento do espaço / instituição e passa a por em prática seu fazer profissional, dentro do estágio.
Na execução do projeto foi realizada palestra e oficinas tendo como temas:
- Preconceitos e desafios enfrentados pelos portadores de necessidades especiais.
- Palestrantes (Presidente da associação dos deficientes de Mossoró - RN).
- O papel da família no contexto social (Palestrante - Assistente Social da APAE e estagiários.
- Depressão (Psicóloga da Instituição) APAE.
- Conhecimento de leis que destina-se ao portador de necessidades especiais. (Advogados que atuam na vara da infância e juventude).
Nas oficinas pedagógicas foi trabalhado diversos tipos de artes.
- Oficinas de teatro.
- Oficina de peças decorativas.
- Oficinas de receitas culinárias (Alimentos Saudáveis).
- Oficinas de relações humanas.
Através de rodas de conversas e questionários ali trabalhados, foi que podemos analisar e obtermos respostas referentes as questões sociais desses usuários, pois os mesmos demonstraram total interesse pelos temas que foram abordados durante as palestras e oficinas realizadas, tiveram oportunidades de expor suas dúvidas e experiências para a execução do projeto utilizamos diversos tipos de materiais que serviu como ferramenta para divulgação e exercício das atividades, sendo eles:
Foi no exercício do projeto de intervenção que tivemos a oportunidade de ampliar nossos conhecimentos possibilitando ao estagiário, a ação-vivência de situação concreta, de questionamentos, habilidades e valores, pois somos agentes de transformação, na busca dos direitos sociais.
Ao término deste trabalho de estágio supervisionado I e II que ocorreu no 6° período pudemos adquirir novos conhecimentos no exercício de diversas atividades no campo acadêmico que nos deu respaldo à compreensão teórica e prática ao longo do estágio realizado.
Através deste projeto tivemos a oportunidade de conhecer de perto as dificuldades e desafios enfrentados dos portadores de necessidades especiais da instituição APAE Mossoró - RN. De acordo com essa realidade observada durante o estágio I, foi elaborado o nosso projeto para 2ª fase do estágio.
Nosso objetivo foi alcançado pois procuramos envolver o público alvo nas atividades ali desenvolvidas que possibilitou aos usuários a busca constante de informações acerca de seus direitos nas questões sociais apresentadas.
Concluimos o estágio de maneira positiva com o devido acompanhamento do supervisor de campo e de todos os membros que compõe a APAE Abolição II em Mossoró-RN. Segundo Burialla (2001) é concreta ao contribuir afirmando que o estágio é essencial a formação do acadêmico, enquanto este lhe proporcione momentos específicos de aprendizagem, reflexão sobre a ação profissional, uma visão crítica da dinâmica das relações existentes na instituição campo apoiados na supervisão como processo dinâmico e criativo, tendo em vista sempre possibilitar a elaboração de novos conhecimentos.
BIANCHI, Ana Cecília de Moraes; Alvarenda, Maria; Bianchi, Roberto. Manual de Orientação: Estágio supervisionado 2ª ed. São Paulo: Pioneiro Thomsom Leaming, 2002.
BURIOLLA, Marta Alice Feiten. Supervisão em serviço social: O supervisor na relação e seus papéis. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
SOUZA, Maria L. Serviço Social e instituição a questão da participação.
SILVA, O. M. A Epopéia Ignorada - A pessoa deficiente na hsitória do mundo de ontem e de hoje. São Paulo. Cedas 1986.
NOVO. Código Civil. Comentado coordenador Ricardo Fluza. São Paulo. Saraiva, 2002.