A ASAPAC surgiu em Belo Horizonte – Minas Gerais no ano de 2004 com a missão de dar suporte através de apoio emocional e financeiro a pessoas portadoras de câncer que se encontram em tratamento.
Nos seus 08 anos de atuação foi preciso criar filiais em todo o estado de Minas Gerais realizando assim cerca de 70.000 atendimentos, reafirmando sua missão de promover a esperança, saúde e felicidade às crianças, adolescentes e adultos com câncer. Tais ações são possíveis devido às doações oriundas da população e de diversos segmentos da sociedade, que se reverte em benefícios aos pacientes cadastrados nas diversas unidades de atendimento social espalhadas pelo estado de Minas Gerais.
No município de Conselheiro Lafaiete a Unidade Social da ASAPAC foi implantada em fevereiro de 2011, o objetivo desta unidade é dar apoio necessário aos pacientes e atender a demanda local.
Atualmente a Unidade de Social de Conselheiro Lafaiete tem em seu cadastro 53 pacientes que recebem doações de diversos tipos como por exemplo: cestas básicas, suplemento alimentar, fraldas geriátrica, leite, medicamentos que não estão disponíveis na rede publica, etc.
A ASAPAC conta ainda com atendimento de psicologia, nutrição, terapia ocupacional e atendimento do serviço social gratuitamente a todo paciente oncologico que se encontra em tratamento e que esteja cadastrado na associação.Ao estagiarmos vivenciamos de perto o trabalho da instituição e percebemos que a mesma atendia pouco mais de 5% do número de usuários oncológicos cadastrados na Secretaria Municipal de Saúde do município de Conselheiro Lafaiete - MG, com isto vimos a necessidade de estar fazendo um Projeto de Intervenção para torna a ASAPAC e seu trabalho mais conhecida visto que a mesma disponibiliza de meios e recursos para estar atendendo toda a demanda local de pacientes acometidos pelo câncer. O Projeto se justifica uma vez que contribuirá para disserminar a informação acerca dos serviços oferecidos gratuitamente pela ASAPAC no município de Conselheiro Lafaiete, pois tais serviços vão de encontro a uma demanda emergente devido ao índice elevado com que a doença se apresenta no município. Neste sentido as ações propostas pela instituição também revelam a importância da informação e prevenção. Esperamos com a execução do projeto que a ASAPAC passa então a atender 80 a 90 % da demanda local pois sabemos que ainda nos dias atuais o câncer é permeado por preconceito oriundo da sociedade e sua forma de expressão frente ao paciente oncológico.O público alvo a ser beneficiado com o projeto será: crianças, adolescentes, adultos e idosos diagnosticados com câncer mediante biopsia ou parecer médico, estendendo este beneficio a seus familiares quando se fizer necessário. A equipe envolvida na execução do projeto será composta por: Acadêmicas do curso de Serviço Social - UNITINS, Assistentes Sociais, Psicologos, Profissionais de Saúde, Coordenadores e outros profissionais correlacionados a Rede Assistencial e de Saúde.
Em reuniões realizadas na sede social da ASAPAC - Conselheiro Lafaiete com a equipe responsável pela execução do projeto e profissionais da ASAPAC dentre eles a Assistente Social que está supervisionando o estágio, o projeto será analizado em três etapas:
- Primeira Reunião: Fazer um levantamento de todo material disponível a ser usado na as intervenções do projeto ex: canetas, durex, panfletos, agenda, cartazes,etc.
- Segunda Reunião: Acordar os locais mais propícios para as intervenções, onde se encontram os usuários oncologicos e os profissionais que estão diretamente relacionados a eles.
- Terceira Reunião: Definir as datas para cada intervenção e sanar qualquer dúvida que possa haver, programamos 20 dias para executarmos o projeto.
Ficou acertado que após cada intervenção nos reuniremos na sede social da ASAPAC com a Assistente Social para avaliarmos o desenvolvimento do projeto, como foi a nossa receptividade nos setores visitados, avaliaremos também quais os ajustes necessários a serem feitos para a eficácia nas próximas intervenções.
Agendamos em cada local a ser implantado o projeto reunião com seu responsável para apresentarmos a associação (ASAPAC).
Marcamos encontros com os pacientes oncologicos e seu familiar ou responsável para apresentá-los os trabalhos disponibilizados a seu favor gratuitamente na ASAPAC. Nosso projeto foi executado nos quatro CRAS do município de Conselheiro Lafaiete, nos 10 PSFs (Programa de Saúde Familiar), na Secretaria Municipal deSaúde e na Secretaria Municipal de Assistência Social.
De acordo com o nosso cronograma fomos a cada local de intervenção munidos de fooders, baner, mapeamento da associação e vários materiais de divulgação.O presente Projeto de intervenção se justifica uma vez que contribui para disseminar a informação acerca dos serviços prestados pela ASAPAC no município de Conselheiro Lafaiete. Pois, tais serviços vão de encontro a uma demanda emergente devido ao índice elevado com que a doença se apresenta no mesmo.
Notamos durante as intervenções que quando perguntamos aos pacientes oncológico qual é o seu maior medo em relação à doença e tratamento, muitos responderão: "medo da dor".
É importante ressaltar que o significado da dor varia de pessoa para pessoa e irá depender de fatores como: história pregressa de dor, estrutura psíquica do paciente, intensidade e como ela influi nos aspectos sociais e ocupacionais da vida do paciente.
Cada pessoa irá descrever e avaliar sua própria dor de forma subjetiva, influenciada por esses aspectos descritos acima.
Fatores emocionais podem aumentar ou diminuir a experiência da dor. O medo, a revolta, a sensação de falta de controle, de isolamento ou o fato de sentir-se mal compreendido podem aumentar a sensação dolorosa. Portanto, saber escutar a queixa do paciente é fundamental para uma boa avaliação e um planejamento de tratamento eficaz.
Por outro lado, é comum vermos pacientes apresentando certa resistência em fazer uso dos medicamentos prescritos pelos médicos para alívio dos sintomas.
Esse comportamento pode ser explicado por uma crença distorcida, mas comum na sociedade, segundo a qual, a dor faz parte do processo de adoecimento, como algo a ser suportado. E reclamar de dor poderia significar demonstração de fraqueza diante da doença. Outros alegam que já estão fazendo uso de tantos medicamentos para tratar a doença, que preferem abrir mão dos que são direcionados para alívio dos desconfortos, como se esses fossem supérfluos.
A abordagem multiprofissional apresenta-se como o tratamento mais efetivo para o paciente oncológico com dor. Cada especialidade tem sua função, mas todas devem ter os mesmos objetivos: a escuta, o acolhimento e tratamento das queixas, a reinserção social do paciente, propiciando a melhora ou alívio significativo da dor e, consequentemente, maior dignidade e bem-estar.
Portanto, é bom esclarecer que, hoje em dia, o tratamento oncológico já não é mais sinônimo de dor - é cada vez mais comum ouvir relatos de pacientes que comprovam isso. No entanto, é importante que tanto o paciente como os profissionais da área não subestimem essa queixa, que abrange não apenas a esfera física, mas também a psicológica, a espiritual, a familiar e a social.
Neste sentido, as ações propostas pela instituição também revelam a importância da informação e prevenção, uma vez que a doença é permeada por preconceito oriundo da sociedade e sua forma de expressão frente ao paciente oncológico.
Realizamos palestra apresentando a ASAPAC e todos os serviços que a mesma oferece gratuitamente ao paciente oncologico e também a seu familiar quando se fizer necessário.
Para nós acadêmicos foi muito gratificante e enriquecedor elaborar e executar este projeto visto que aqui em nosso município a Unidade de Social da ASAPAC acaba de completar um ano e a grande parte dos profissionais da saúde e assistência nem sequer tinham ouvido falar sobre a mesma. Tivemos vários encontros informais, onde tentamos sanar qualquer dúvida que possa ter ficado, nos colocamos a disposição tanto para com o profissional de cada setor quanto para o paciente a fim de podermos voltar sempre que se fizer necessário. Nosso projeto foi executado em 20 dias.
Houve um envolvimento muito grande dos profissionais de cada setor e dos pacientes que atenderam prontamente o nosso convite e participaram ativamente das reuniões e palestras, fazendo perguntas, tirando suas duvidas indo até a Unidade de Social da ASAPAC para conhecer pessoalmente e posteriormente fazendo seu cadastro. Ao final das intervenções programamos com todos os setores visitados um delicioso Café da Saúde que aconteceu na Unidade de Social da ASAPAC - Conselheiro Lafaiete com a participação da Equipe Responsável pelo Projeto, Assistentes Sociais, Profissionais de Saúde, Profissionais da ASAPAC e Pacientes Oncológicos onde além de desfrutarem de várias delícias mineiras puderam assistir uma palestra sobre a funcionabilidade da Instituição tendo como mentora a Assistente Social da ASAPACque contou com o apoio da Nutricionista, Fonoaldiologa, Terapeuta Ocupacional e da Psicologa onde mais uma vez foi reforçado o interesse da ASAPAC em estar fazendo juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Assistência Social um trabalho em rede a favor dos Pacientes Oncoloógicos.
Quando fomos a campo para executar o Projeto de Intervenção fizemos um relatório onde em cada setor visitado colhemos os dados : nome do local visitado, data, nome do responsável que nos recebeu, e-mail de contato onde mensalmente a ASAPAC enviará informações, convites para as atividades, eventos e consequentemente estar buscando novos pacientes. Avaliamos este Projeto de acordo com o andamento da execução do mesmo de forma positiva, pois, antes mesmo de terminarmos as intervenções foi registrado na ASAPAC um aumento de 50% no atendimento diário. Notou-se também um aumento significativo em pessoas que se dispuseram a ser doadores voluntários o que nos surpreendeu muito pois este trabalho não fazia parte do projeto, mas como divulgamos a Associação muitos se sensibilizaram em estar ajudando-nos a ajudar um número maior de usuários oncológicos.O que podemos dizer é que a avaliação está acontecendo de forma gradativa de acordo com a demanda de Pacientes no Município. De imediato tivemos uma ótima resposta tanto dos profissionais envolvidos quanto dos próprios pacientes que estão ligando ou indo até a Unidade Social para conhecer o trabalho que a mesma disponibiliza ao Paciente Oncologico em Tratamento Gratuitamente. Hoje vemos que a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Assistência Social estão nos referenciando mais pacientes oportunizando-os a ter um atendimento mais humanitário neste momento em que para muitos o câncer parece uma condenação de morte, fato este que muitas pessoas tem medo de fazer exames, justamente pelo temor do resultado. Quando chegamos a ASAPAC no início do nosso estágio a mesma atendia cerca de 53 usuários cadastrados e hoje após um trabalho que realizamos com os profissionais na busca por pacientes que precisam de atendimento, é com grande orgulho que podemos dizer que a ASAPAC está atuando de maneira efetiva na vida de 80 pacientes oncológicos em tratamento. A nossa proposta de intervenção está vinculada a um trabalho intersetorial em rede com a Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social e ASAPAC prezando sempre pelo melhor tratamento. Ao término do estágio foi possível compreender que a importância da ASAPAC para com o Paciente Oncológico ultrapassa os limites dos valores financeiros e materiais pois atinge dimensões emocionais, psicologicas e humanitárias, ficamos muito felizes em poder ter contribuido de maneira positiva num trabalho voltado pela busca de uma Política Pública de Saúde de Qualidade ligada ao Tratamento do Câncer onde sempre estará em primeiro lugar a pessoa humana ou seja : O Paciente Oncológico é prioridade em Atendimento, Respeito e Assistência Continuada. Ao término desta etapa, gostariamos de agradecer a UNITINS através dos Coordenadores do Curso de Serviço Social que nos permitiram experimentar através do Estágio novas ferramentas e nos possibilitou apreender informações de suma importância para o nosso desenvolvimento acadêmico e profissional.
REFERÊNCIAS- MURAD,Márcio André. Oncologia - Bases Clinicas do Tratamento. Guanabara: Koogan,1996.
- SPRINGER, Verlag. Manual de Oncologia Clínica - União Internacional Contra o Câncer. 2ª edição Brasileira, 1996.
- Site: www.complexovital.com.br