O estágio supervisionado desenvolvido pelos acadêmicos Tatianny Rodrigues Cardoso, Mário Jacinto Silva Figueiredo, Geison Malta Araújo e José Luiz Mariano Junior, discentes do oitavo período do curso de Serviço Social da Fundação do Estado do Tocantins- UNITINS, traz consigo a realização e execução do projeto de intervenção pelo grupo Pedra Azul Assistência Social.
Os estagiários Tatianny Rodrigues Cardoso e Mário Jacinto Silva Figueiredo realizaram o estágio na Instituição APEOJ - Associação Assistencial Promocional e Educacional, situada na rua Joaquim Antunes, nº 122, Centro, Pedra Azul - MG. A aludida instituição acolhe crianças de 0 a 7 anos de idade sob a orientação da assistente social, supervisora de campo e acadêmica Domingas Alcântara Alves. Por sua vez, os estagiários Geison Malta Araújo e José Luiz Mariano Junior desenvolveram seu estágio supervisionado na CIACA - Consórcio Intermunicipal dos Abrigos à Criança e Adolescente, situada na rua Wallace Pampoline, nº 150, bairro Bonfim, Pedra Azul - MG, instituição esta que acolhe crianças e adolescentes de ambos os sexos, com idade de 08 a 18 anos, sob orientação da assistente social e supervisora de campo Emanuelle Mares Rocha e supervisora acadêmica Domingas Alcântara Alves.
Este trabalho apresenta-se como condição fundamental para aprovação na disciplina de Estágio Supervisionado II. Após reuniões e avaliações juntamente com equipe técnicas das instituições acolhedoras citadas acima e alvo do projeto de intervenção, foi identificada uma grande necessidade de se promover com eficácia a manutenção e efetivação do vínculo afetivo entre o acolhido e genitores e/ou família extensa, tendo em vista que quando as crianças são acolhidas, os familiares se mantêm afastados, isso por uma questão de cultura familiar, dificuldade de acesso às instituições e incentivo por parte das instituições e em toda a rede de atendimento. Quando acolhida, crianças ou adolescentes e família regular ou extensa, devem receber acompanhamento sistemático visando o retorno dessas crianças e adolescentes ao grupo familiar natural, caso não se obtenha êxito, essas crianças e adolescentes são colocados em família substituta (adoção).
Crianças e adolescentes abandonados, em conflito com a família ou mesmo os que cometeram determinado ato infracional são enviados à instituições de acolhimento, mediante guia expedida pelo Juízo competente, ficando pois, sob a responsabilidade do poder público e instituição acolhedora, todavia, mesmo estando nessas instituições, busca-se a sua reintegração à família natural ou extensa e, na impossibilidade, à uma família adotiva, conforme dispõe o artigo 100, parágrafo único, inciso X do Estatuto da Criança e Adolescente. Nesse sentido, Souza (2014, p. 81):
O direito fundamental à convivência familiar e comunitária é um dos mais importantes e essenciais direitos humanos das modernas sociedades. Em linhas gerais, significa que crianças e adolescentes devem ser criadas nos respectivos ambientes ou espaços familiares geracionais ou nas famílias substitutas, cabendo à família, a sociedade e ao Estado zelarem com prioridade absoluta pela aplicação prática do preceito constitucional.
OBJETIVOS
Atingir 35 usuários acolhidos no APEOJ e CIACA, além de pais e membros familiares, reaproximando-os.
METODOLOGIAPara a elaboração e execução do presente trabalho, foi realizada inicialmente uma pesquisa acerca das fragilidades e necessidades das instituições acolhedoras citadas acima.
Nesse espeque, foi identificado que o vínculo afetivo entre os acolhidos e familiares necessitava de uma presença mais intensa e sólida, tendo em vista que a visita dos familiares às instituições em questão é de apenas uma vez por semana por cerca de 2 horas, sendo que muitas famílias não vão às visitas com frequência.
RECURSOS E PARCERIAS
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Quantidade |
Função |
Custo |
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01 |
Assistente Social |
Voluntário |
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01 |
Psicólogo |
Voluntário |
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01 |
Enfermeiro |
Voluntário |
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01 |
Coordenadoras ou responsáveis pelas instituições de acolhimento |
Voluntário |
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04 |
Educadores Sociais das Instituições |
Voluntário |
-Estrutura física – veículo – data show – som mecânico
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Composição de Custos – RECURSOS FINANCEIROS |
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Discriminação |
Quantidade |
Valor unitário |
Valor Total |
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Folhas A4 |
01 resma |
R$:2,50 |
R$:2,50 |
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Lanches |
400 |
R$:50,00 |
R$:200,00 |
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Máquina Fotográfica |
01 |
Cedida |
CedidaF |
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Filmadora |
01 |
Cedida |
Cedida |
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Valor total |
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R$:202,50 |
PARCEIROS E COLABORADORES
AVALIAÇÃO
Ao final da execução do projeto, os genitores, irmãos adultos e/ou responsáveis pelos acolhidos foram submetidos a responder um questionário elaborado pelos acadêmico/estagiários. Foi levado em consideração a opinião dos familiares na questão que se diz respeito à melhoria do acesso e convívio com os acolhidos.
Posteriormente foi feito acompanhamento semanal entre estagiários e técnicos das instituições em questão, a fim de verificar a evolução de envolvimento entre acolhidos e familiares, com isso foi possível identificar se o projeto teve efeito positivo ou não.
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
• 08h00min – Abertura e credenciamento.
• 08h30min - Palestra dos estagiários.
• 09h15min – Palestra de Assistente Social “crianças e adolescente e a importância de se manter o vinculo familiar”.
• 09h45min - Palestra de Enfermeiro - “higiene na família”
• 10h10min – Apresentação de vídeo “a importância do vinculo entre acolhidos e familiares”.
• 10h40min - Palestra de educadores sociais.
• 11h00min – Música/brincadeiras/contato afetivo entre acolhidos e responsáveis, lanche etc.
BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm. Acesso em: 17 set. 2017, às 10h50min.
SOUZA, Jadir Cirqueira de. A convivência familiar e comunitária e o acolhimento institucional. São Paulo: Editora Pillares, 2014, p. 326.